Tema 2: De 18 de Fevereiro a 6 de Março.
Elaboração do questionário: dimensões e itens, formato dos itens, escalas de medida, aspecto do questionário;
Procedimentos de validação de um questionário;
Questões de validade.

Tema do Grupo 1: Elaboração dos itens* [Ana Dominguez, António Lima, Helena Marques, Joana Cancela e Teodora Costa]


Definição*: São “uma amostra representativa de situações (Ss) com potencialidades reconhecidas de evocar a manifestação dos construtos (aptidões, traços ou dimensões latentes) a avaliar.” (Almeida e Freire, 2003, p.124).

A. MODELO DE ANÁLISE

Ao planear um inquérito por questionário, é deveras importante, estabelecer a relação entre os itens e as variáveis da investigação, “no sentido de se saber o que se está a tratar é o que se pretende medir.” (Tuckman, 2005, p. 328).
Os itens devem ser formulados tendo em mente o modelo de análise escolhido para a investigação.
O modelo de análise é “composto por conceitos e hipóteses estreitamente articulados entre si para, em conjunto, formarem um quadro de análise coerente” (Quivy e Campenhoudt, 2008, p.151).

B. FORMULAÇÃO DOS ITENS

O investigador deve assegurar-se que os itens possibilitam a convergência de opiniões, sendo para isso necessário a recolha de informações com recurso a estruturas como: especialistas, bibliografia e população-alvo. Assim “antes da escolha da técnica será necessário e no decurso dos testes prévios, tentar fazer explicitar, para cada caso particular, a interpretação das questões pelas pessoas e o significado que atribuem às suas respostas.” (Ghiglione e Matalon, 1993, p.168)

Almeida e Freire (2003, p.128) identificam seis princípios gerais na formulação de itens, a saber:
· Objectividade;
· Simplicidade / Evitar questões múltiplas;
· Relevância para o objectivo da investigação e modelo da análise;
· Incluir itens para a amplitude do domínio a avaliar;
· Credibilidade/validade aparente;
· Clareza.
Importa assim, ter em conta os anteriores princípios, de modo a evitar os seguintes aspectos:

- o enviesamento de consentimento( acquiescence set)-->”Tendência para exprimir aborrecimento, desinteresse ou hostilidade, fazendo sempre a mesma opção”. (Tuckman, 2005, p. 332);
-o efeito de halo (ou de coerência)-->acontece quando se pede em primeiro lugar, uma apreciação global. “Algumas pessoas sentem-se incoerentes se, tendo começado por fazer uma apreciação global favorável, se exprimem depois críticas ou reservas relativamente a pontos particulares”. (Ghiglione e Matalon, 1993, p.161);
-a influência -->”sucessão de vários enunciados de opiniões convergentes pode actuar como uma fonte de influência susceptível de modificar as respostas ulteriores das pessoas”. (Ghiglione e Matalon, 1993, p.161).

Na mesma linha, outras considerações devem ser tomadas em conta:
· Evitar questões que induzam a resposta
· Evitar questões ofensivas
· Cuidado especial com questões sobre assuntos delicados

C. ANÁLISE E SELECÇÃO DOS ITENS


Pré-teste ou teste piloto:
. Análises quantitativas;. Análises qualitativas.
Objectivo: Após a primeira versão do questionário ficar redigida, é necessário verificar o seguinte:
1) Se está garantida a sua aplicabilidade no terreno;
2) Avaliar se está de acordo com os objectivos inicialmente formulados pelo investigador. “Procura-se determinar se os itens do questionário possuem qualidades inerentes à medição e descriminabilidade referidas. “ (Tuckman, 2005, p. 335).

” Testar, num grupo-piloto, o instrumento e avaliar os resultados, utilizando a técnica da análise do item.” (Tuckman, 2005, p. 359).
Dever-se-ão verificar os seguintes pontos:
- Compreensão das questões;
- Se as questões fechadas cobrem todas as respostas típicas;
- Perguntas inúteis, inadequadas à informação pretendida, demasiado difíceis ou a que um grande número de sujeitos se recusa a responder.
- Se faltam perguntas relevantes;
- Se os inquiridos não considerarão o questionário demasiado longo, aborrecido ou difícil.

Como vantagens os pré-testes “dão aos investigadores a possibilidade de remover as deficiências dos questionários, diagnosticando e corrigindo essas imperfeições.” (Tuckman, 2005, p. 336).

Com o propósito de identificar problemas e registar sugestões para melhorar o questionário deve-se, numa primeira fase, administrar a um pequeno número de pessoas, que conheçam o tema do questionário, de modo a testar como as questões e as respostas são compreendidas, os erros de vocabulário e de formulação, e “salientar recusas, incompreensões e equívocos.” (Ghiglione e Matalon, 1993, p.173).
Seguidamente, deverá proceder-se a um plano de apuramento completo, ou seja, elaborar todos os quadros de resultados que se pretendem obter e preenchê-los com valores plausíveis de modo a detectar determinadas situações que sejam impossíveis de interpretar por si só e exijam a recolha de informações suplementares. Será também possível questionar como se devem interpretar resultados discordantes das hipóteses. Este facto pode levar a uma reformulação das mesmas.
Depois desta fase de antecipação do apuramento e de se concluir sobre a necessidade ou não de reformulação/adaptação passa-se à ”experiência em pequena escala, em condições, tanto quanto possível, idênticas às da aplicação definitiva” (Ghiglione e Matalon, 1993, p.174).
Esta experiência deve envolver pelo menos 50 pessoas permitindo concluir sobre a taxa de recusas, a forma como as pessoas reagem ao questionário, saber se a forma como está organizado apresenta algum problema, constatar que algumas questões têm respostas todas iguais e concluir sobre a necessidade ou não de reformulações.

D. ORGANIZAÇÃO DOS ITENS


Devem considerar-se três aspectos:

. Agrupamento por dimensão;

. Agrupamento dos itens por sequência lógica;

. Questões simples, de elevado interesse, difíceis, de reduzido interesse.


Segundo Hill e Hill (2009), para fazer um bom questionário, há então que planeá-lo e para isso deve-se:
1) Listar todas as variáveis da investigação.
2) Especificar o número de perguntas para medir cada uma das variáveis.
3) Escrever uma versão inicial para cada pergunta.
4) Pensar cuidadosamente na natureza da primeira hipótese geral, nas variáveis e nas perguntas iniciais com ela associadas para poder identificar em seguida que tipo de hipótese se tem. Esta divide-se em duas: hipóteses que tratam de diferenças entre grupos de casos e hipóteses que tratam relações entre variáveis.
5) Consoante o tipo de hipótese geral, decidir quais as técnicas estatísticas adequadas para testar a hipótese e ter em atenção os pressupostos destas técnicas (ex: escalas de medida - são 4 os tipos de escala de medida : nominal,ordinal, de intervalo e de rácio).
6) Decidir qual o tipo de resposta para cada pergunta associada com a hipótese geral
(Há 4 tipos de resposta a 1 pergunta - Hill e Hill, p.85).
7) Com base nos pontos 4,5 e 6 - Escrever a hipótese operacional.
8) Considerar as perguntas iniciais ( e os tipos de resposta) associadas com a 1ª hipótese operacional e, caso necessário «poli-las» por forma a chegar a versões finais para incorporar no questionário.
9) Verificar se as versões finais das perguntas e das respostas ainda estão adequadas para testar a hipótese operacional.
10) Repetir os passos 3 a 9, para as outras hipóteses gerais.
11) Escrever as instruções associadas com as perguntas para informar o respondente como deve responder(...), (Hill e Hill,p.87).
12) Planear as secções do questionário.

Assim, na 1ª secção do questionário há que ter em conta as características dos “casos” da investigação que são os respondentes ao questionário.
É com este conjunto de perguntas que se solicita informação sobre as características dos casos. Com estas características, pretendemos descrevê-los.
Deve-se escolher apenas as mais relevantes e para tal, há que ter em conta todas as hipóteses de investigaçao e os detalhes dos casos requeridos para descrever a amostra e replicar a investigação.
Nas características dos casos devemos ter em atenção:
. como medir as características;
. como escrever (e como não escrever as perguntas).
Aqui deve ter-se em conta as perguntas para solicitar factos, as perguntas gerais e perguntas específicas, perguntas abertas e fechadas (vantagens e desvantagens), extensão e clareza das perguntas.
Há vários tipos de perguntas que devem evitar-se por serem manifestamente desvantajosas para a interpretação dos questionários. As perguntas múltiplas são exemplo de uma pergunta desvantajosa (habitualmente).

As questões que, podemos integrar no inquérito por questionário, podem incidir sobre:
- Opinião ou atitudes;
- Preferências;
- Satisfação;
- Intenções e antecipações.

Em situações em que o objectivo do questionário, é o colher dados sobre factos e opiniões do inquirido, o investigador deve adoptar o sistema de inversão dos itens, isto é alternância entre itens que exprimem uma posição favorável com aqueles que a mesma resposta traduz a posição inversa, como defende Ghiglione e Matalon (1993, p.161): “É então necessário misturar os enunciados favoráveis e desfavoráveis.”

Em questões cujo objectivo, é conhecer a, ordem de preferência de um grupo de pessoas sobre uma colecção de objectos, o investigador deve organizar os itens de modo a eliminar, factores que condicionam a interpretações dos resultados. Para isso, deve aplicar as seguintes indicações:
“Não colocar questões que não permitam ter em consideração a ordem total expressa por cada indivíduo.” (Ghiglione e Matalon, 1993, p.166)
“Antes da escolha da técnica será necessário e no decurso dos testes prévios, tentar fazer explicitar, para cada caso particular, a interpretação das questões pelas pessoas e o significado que atribuem às suas respostas.” (Ghiglione e Matalon, 1993, p.168)

De modo a evitar o enviesamento das respostas, provocado pelo efeito de halo em situações cujo objectivo será o de utilizar o questionário para, determinar o grau de satisfação de um grupo de pessoas, em relação a um determinado objecto ou situação, o investigador deve utilizar como estratégia de medida, o tipo de escala auto-ancoragem (Self-anchoring scales), isto é propor aos sujeitos inquiridos uma escala de x pontos, para cada um dos itens, em que cada um corresponde a níveis diferentes de intensidade.

Para excluir, em questões sobre Intenções e antecipações, os factores que influenciam o valor da predição, “o ideal, para responder ao problema colocado, seria fazer uma experiência, se possível, de verdadeira grandeza. ”(Ghiglione e Matalon, 1993, p.171).
Quando estas experiências não são possíveis de concretizar então o melhor é “analisar de forma tão aprofundada quanto possível a situação presente, de molde a evidenciar os critérios de avaliação utilizados, as insuficiências sentidas, as necessidades expressas. ”. (Ghiglione e Matalon, 1993, p.171 e 172).


Figura 1 - Resumo Representativo na Elaboração dos Itens
mapaconceptual.png

Referências:

Almeida, L., & Freire, T. (2003). Metodologia da Investigação em Psicologia e Educação. Braga: Psiquilibrios edições.

Ghiglione, R., & Matalon, B. (1993). O Inquérito, Teoria e Prática.Oeiras: Celta Editora.

Hill,M., & Hill,A.(2009). Investigação por questionário (2ª ed.).Lisboa: Edições Sílabo.

Quivy, R., & Campenhoudt, L.V. (2008). Manual de Investigação em ciências sociais (5ª ed.). Lisboa: Gradiva.

Tuckman, B. (2005). Manual de Investigação em Educação (3ª ed.). Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian.

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Tema do Grupo 2: Dimensão e formato dos itens

GRUPO 2 [Alexandra Francisco, Joana Silva, Luz Encarnação, Paulo Santos]


A concepção e redacção de um questionário são determinados pela exploração estatística que se prevê fazer com ele (Ghiglione & Matalon, 1993, p.116). É necessário garantir uma certa coerência no conteúdo das questões e na sucessão dos temas, a variedade na forma das questões é, em geral, bem recebida, evitando uma impressão de monotonia. (Ghiglione & Matalon, 1993, p.124)
É o tipo de informação solicitada que guia a elaboração das questões relacionadas com as várias dimensões a avaliar. Em relação ao conteúdo podemos ter questões que solicitam factos e as que abordam opiniões, atitudes, preferências. Estas questões podem ser gerais - referem uma situação de uma maneira geral, ex: “Em geral, gosta de trabalhar em grupo ou sozinho?” - ou específicas - referem um grupo/situação específicas, ex.: “Gosta de trabalhar no seu grupo actual?”. Há que ponderar cuidadosamente que tipo de informação pretendemos recolher, pois não é possível fazer inferências correctas sobre atitudes, opiniões ou gostos específicos a partir de respostas dadas a perguntas gerais. (Hill & Hill, 2009, p.92)
Em relação à forma, as questões podem ser abertas - requerem uma resposta escrita pelas próprias palavras do respondente - ou fechadas - requerem que o respondente seleccione a resposta de entre as respostas alternativas fornecidas. Com estes dois tipos de questões é possível desenvolver 3 tipos de questionário: um só com perguntas abertas, um só com perguntas fechadas e outro com perguntas abertas e fechadas. (Hill &Hill, 2009, p.93)
Perante cada questão elaborada é imperativo ter também em mente a clareza e a extensão da pergunta, procurando mantê-la simples, curta e adequada às habilitações literárias e ao vocabulário dos respondentes.
A construção de um questionário deverá, ainda, evitar o seguinte:
1) perguntas múltiplas, ou seja, que contêm mais do que uma pergunta
Não raras vezes, encontramos perguntas múltiplas em questionários, que acabam por ser respondidas. As respostas a este tipo de questões não só são “potencialmente ambíguas” (Hill & Hill, 2009, p. 97), como podem fazer “baixar a qualidade da investigação” (idem, ibidem).

2) perguntas com mistura de conjunções e disjunções
Dentro das perguntas múltiplas, encontramos este tipo de questões, que contêm conjunções e disjunções, simultaneamente, tornando as questões e, consequentemente, as respostas pouco claras.

3) perguntas não neutras
Hill (2009) recomenda que se verifique se as perguntas do nosso questionário são neutras, propondo que depois da elaboração do questionário, o investigador deixe passar algum tempo e a ele regresse para o olhar como respondente. Caso este sinta que uma pergunta está a forçar uma resposta, essa deve ser reformulada.
A redacção de questões para mediar atitudes ou opiniões não deve forçar uma resposta positiva (ou negativa): deve contemplar respostas positivas, negativas e neutras. Há vários tipos de perguntas não-neutras:
a) as que só se referem ao lado positivo (ou negativo) de uma variável bipolar
b) as que contêm
informação persuasiva
c) as que usam adjectivos quantitativos (que tendencialmente forçam respostas negativas)
d) as que pedem respostas estereotipadas
e) as que pedem respostas socialmente “desejáveis”
f) as que pedem concordância com um determinado pressuposto

4) perguntas indefinidas, ou vagas
Estas perguntas convidam a uma ou mais respostas, e é o respondente que decide quantas respostas dará. Segundo Hill & Hill (2009, p.102), não é “adequado deixar que o respondente defina o significado das perguntas”, pois pode trazer problemas na interpretação dos dados

Referências:
Ghiglione, R; Matalon, B. (1993). O Inquérito, Teoria e Prática. Oeiras: Celta Editora.
Hill, M; Hill, A. (2005). Investigação por questionário. Lisboa: Edições Sílabo.


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GRUPO 3 [Carla Pinguicha, Clorinda Agostinho, Helena Felizardo e Mari Rodrigues]


Tema: Escalas de medida e aspecto do questionário

I - Escalas de medida

Numa investigação onde seja aplicado o questionário, a maioria das variáveis são medidas a partir das perguntas do questionário e, portanto, os métodos de investigação incluem os tipos de perguntas usadas, os tipos de respostas a elas associadas e as escalas de medidas dessas respostas. “As escalas de medida destas respostas são muito importantes, porque põem constrangimentos sobre os métodos disponíveis para analisar os dados e, portanto, influenciam a definição (e os testes) das Hipóteses Operacionais” (Hill e Hill, 2009, p.83). Estas, por sua vez, têm imensa importância no processo de investigação para evitar ambiguidades. Assim, o investigador quando elabora o questionário e se debruça sobre as hipóteses gerais, deve também decidir/escolher o tipo de escala de medida.
Segundo Bell (2010), as escalas correspondem a processos de medição de opiniões ou atitudes.Existem diferentes tipos de escala, algumas das quais requerem uma concepção e análise bastante complexas.

II- Classificação das Escalas
Se um questionário tiver perguntas fechadas é necessário escolher um conjunto de respostas alternativas para cada uma delas. Estas respostas deverão ser numeradas para que possam ser analisadas posteriormente por meio de técnicas estatísticas. “Os números associados a cada conjunto de respostas apresentam uma escala de medida”, pelo que são vários os tipos de escala (Hill & Hill, 2009, p.105 e 106).

Os três tipos de escala usados com mais frequência em questionários são:

  • escalas nominais;

  • escalas ordinais;

  • escalas métricas: escalas de intervalo e escalas de rácio


1- Escalas Nominais: conjunto de categorias de resposta qualitativamente diferentes e mutuamente exclusivas, por exemplo:
a) Sim, Não;
b) Masculino, Feminino;
c) Gerente, Técnico, Administrador, Operário.

Estas escalas fornecem dados na forma de frequências, sendo usadas técnicas não-paramétricas.

2- Escalas Ordinais: admitem uma ordenação numérica das suas categorias, ou seja, das respostas alternativas, estabelecendo uma relação de ordem entre elas.
A principal vantagem da escala ordinal é a possibilidade que dá ao investigador de obter uma medida relativa da ocorrência de uma dada variável e deve ser usada quando a pergunta directa é demasiado ampla ou não suficientemente explícita.

Perguntas Tipo 1 (Hill & Hill 2009, p.108): São apresentados um conjunto de itens e o inquirido tem de avaliar uns em relação aos outros, ordenando os itens. Existindo apenas uma variável.

Exemplo:
Ordena, por ordem de preferência, as seguintes disciplinas (atribui o número 5 para a mais preferida até ao número 1 para a menos preferida):
Português _
Inglês _
Matemática _
Ciências _
Educação Física _

Neste tipo de escala a diferença entre valores numéricos adjacentes não indica necessariamente diferenças iguais na quantidade de variável medida, não sendo legítimo fazer inferências sobre rácios na quantidade de variável medida.

A análise mais vulgar para este tipo de pergunta é a Análise de Variância de Friedman.

Perguntas de Tipo 2 (Hill & Hill, 2009, p110): O inquirido tem de avaliar um só item em termos de uma variável.

Exemplo:
Indique o grau de satisfação com a disciplina de Matemática, colocando um círculo no número associado à resposta que quer dar.

Muito insatisfeito
Insatisfeito
Indeciso
Satisfeito
Muito Satisfeito
1
2
3
4
5


Usam-se, normalmente, métodos paramétricos, tendo em atenção se os dados estão de acordo com os pressupostos dos mesmos. Por exemplo, distribuições relativamente normais, homogeneidade de variâncias ou relações lineares entre variáveis, no caso de correlações do tipo Pearson ou regressão linear.

Quando a distribuição das respostas é unimodal e relativamente normal, é usual tratar os valores numéricos ligados com as respostas, como tendo sido obtidos através de uma escala métrica. Para as distinguir dá-se-lhes o nome de “escalas de avaliação”.

3- Escalas Métricas: servem para medir algumas características dos casos (podendo ser pessoas, famílias, empresas, instituições, países, regiões de um país, sectores da indústria) e apresentam duas formas (Hill & Hill, 2009, p.106).
  • de Intervalo

A escala de intervalo é uma medida ordinal, em que um valor numérico mais elevado na escala indica uma quantidade maior da variável medida (Hill & Hill, 2009, p.112), mas com uma caraterística adicional porque possui uma unidade constante de medição entre as diferentes categorias que estão igualmente espaçadas e em que se conhece a distância (o intervalo) entre as diferentes categorias.
O peso, o tempo, a temperatura , o dinheiro são variáveis de intervalo porque os intervalos entre as categorias são conhecidos e constantes.
É frequente tratarem-se as escalas de resposta da “escala de avaliação” como escalas de intervalo. As Escalas de Intervalo, embora muito úteis, têm uma limitação. O facto do valor “zero” da escala ser arbitrário e não indicar a ausência total da variável medida pela escala, o que faz com que não seja possível fazer inferências sobre rácios de valores na escala.
Todas as operações estatísticas que é possível realizar com variáveis nominais e ordinais também são aplicáveis às variáveis de intervalo, no entanto é preferível utilizar métodos paramétricos, porque são mais poderosos (Hill e Hill, 2009, p. 114).
Com as variáveis de intervalo é possível calcular e usar medidas como média, desvio padrão e muitos outros índices estatísticos.
  • de Rácio

As escalas de rácio possuem as características das escalas de intervalo, com uma característica adicional, sendo o valor “zero” absoluto ou real. Portanto o valor “zero” não é arbitrário.
Exemplos de variáveis: tempo, distância frequência, dinheiro e numerosidade
É possível fazer inferências sobre uma escalda de rácio. Por exemplo, converter quilómetros em milhas.
A razão dos números da escala é igual a razão que descreve o grau em que os dois objectos ou pessoas possuem um atributo. Por exemplo se um carro está à velocidade de 100 Km /h e um outro carro está a 50 Km/h a razão é 2 para 1.

É possível utilizar métodos paramétricos, sendo necessário verificar se os dados satisfazem razoavelmente bem os pressuposto dos métodos aplicados.

“Escalas de avaliação” e escalas de rácio.

Ambas têm características de uma escala de ordem. No entanto, a escala de avaliação não tem as características de uma escala de rácio. A “escala de avaliação” não é uma escala métrica, pois tem intervalos iguais, mas não é porporcional e o valor zero é não absoluto A escala de rácio contém intervalos iguais, o valor zero é absoluto e existe razão entre quantidade.

III - Modelos Específicos de Escalas

1- Escala de Likert e Escala de Frequência Verbal

A escala ordinal é, na prática, uma questão de escolha múltipla que partilha algumas semelhanças com a escala de Likert e com a escala de frequência verbal. A diferença que individualiza este formato é que as alternativas ou categorias de resposta obedecem a uma ordem estrita de sequência de apresentação, ou seja, estão relacionadas umas com as outras, o que não acontece nas escalas de Likert ou de frequência verbal. Assim sendo, a escolha pela primeira opção é menos do que se se optar pela segunda, a segunda menos que a terceira e assim sucessivamente. A escala pode ser revertida por forma a que cada categoria seja mais do que a anterior mas há sempre uma ordem que tem de ser respeitada (Alreck & Settle, 1995, p. 120-121).
  • Escala de LIKERT

A escala Likert é, no sentido literal, uma medida ordinal, no entanto, é comum que se trabalhe como se fosse de intervalo!” (Sampieri 2006, p.311)
“A escala de medição de atitudes mais simples é provavelmente a de Likert. Estas escalas pedem aos inquiridos que indiquem o grau de concordância ou discordância em determinada afirmação ou séries de afirmações, considerando uma escala de cinco pontos” (Bell, 2010). As respostas são depois pontuadas, geralmente de 1 a 5, respectivamente.
Por exemplo:
1= Completamente em desacordo
2= Em desacordo
3= Nem concordo nem discordo( Indeciso)
4= Concordo
5= Concordo Completamente

  • Escala de frequência verbal ou de avaliação de frequência

O formato de uma escala de frequência verbal (também designada por avaliação de frequência) é muito semelhante ao de uma escala de Likert com duas excepções:
a) mais do que a intensidade do grau de concordância com uma afirmação, a escala de frequência verbal apresenta palavras (normalmente cinco) que indicam a frequência com que uma dada variável ocorreu;
b) em vez de apresentar afirmações sobre um dado tópico, os itens de uma escala de frequência verbal devem referir-se a acções/comportamentos muito específicos realizados pelos respondentes (Alreck & Settle, 1995, p. 119-120).

Exemplo:
Por favor escolha o número da escala que corresponde ao número de vez que realiza/pratica cada uma das
actividades/acções abaixo indicadas:
1- Sempre
2- Muitas vezes
3- De vez em quando
4- Raramente
5- Nunca
a) Usar o Google quando preciso procurar informação para os trabalhos da escola ------------
b) Usar o chat para a realização de trabalhos relacionados com a escola -----------


2 - Visual Analogue Scales (VAS )

Provém da escala de Likert e baseia-se numa linha horizontal com 10 cm:
O inquirido deve responder à questão assinalando na linha a posição que corresponde à sua opinião.

Exemplo:
Considere a linha abaixo como representando a gama completa das diversas intensidades de dor que possa sentir.
Na linha, marque, claramente, um traço vertical representativo da quantidade de dor que sente neste momento.


Ausência de dor---------------------------------------- Máximo de dor

3 - A escala Numérica
Esta deriva da escala anterior, no entanto, a linha apresenta-se dividida em intervalos regulares:
PéssimoI I_I_I_I_I_I Excelente
Sempre que os itens de um questionário avaliam uma única dimensão de uma variável que se distribui ao longo de um gradiente de intervalos iguais e lineares, a escala numérica com extremos etiquetados é o formato que deve ser privilegiado pelo investigador por forma a facilitar a análise e interpretação dos resultados (Alreck & Settle, 1995, p. 127- 128).

4 - A escala de Guttman
A escala de Guttman apresenta um conjunto de respostas que estão hierarquizadas. Deste modo se um inquirido concordar com uma das opções está a concordar com todas as que se encontram numa posição inferior na escala. Se o inquirido concordar com uma opção mas não concordar com as anteriores, tal significará que a escala está mal construída. A cada item é atribuído cotação que se inicia em zero, caso não seja escolhida nenhuma opção, um se for escolhida a primeira opção, dois se for escolhida a segunda opção e assim sucessivamente. Este tipo de escala apresenta diferenças relativamente às anteriores, pois pretende fazer uma apreciação quantitativa relativamente à atitude do inquirido; as restantes escalas medem o grau de concordância ou discordância relativamente às proposições de opinião.

Exemplo.

Qual a probabilidade de você fazer mestrado nos próximos três anos?

- Eu, decididamente, vou fazer o mestrado nos próximos três anos.

- Eu, provavelmente, irei fazer o mestrado nos próximos três anos

- Eu poderei tentar fazer o mestrado nos próximos três anos.

- Eu, provavelmente, não vou fazer o mestrado nos próximos três anos.

- Eu, decididamente, não farei o mestrado nos próximos três anos.

(Joseph,2005)




IV- Aspecto do questionário

Layout do questionário

Um layout claro e atraente aumenta a probabilidade de obter a cooperação dos respondentes.
Geralmente, a primeira atitude que um potencial respondente toma é fazer uma primeira leitura do questionário, para tomar a decisão de o preencher ou não. Essa tomada de decisão pode depender do tamanho do questionário e do “layout”.

Aparência Estética

Uma boa aparência estética do questionário é muito importante, pois aumenta a probabilidade de que o potencial respondente preencha o questionário.

Clareza e Tamanho

Segundo Hill e Hill (2009, p. 163), a clareza do layout prende-se com a aparência do questionário. O questionário precisa de espaços adequados entre perguntas e dentro das escalas de resposta. Se o questionário for muito extenso põe em causa a boa vontade dos respondentes, mas por outro lado ninguém gosta de preencher um questionário que não seja claro, devendo-se ter em atenção que não se deve reduzir o tamanho do questionário reduzindo o tamanho dos caracteres.



REFERÊNCIAS:

Alreck, P.; Settle, R. (1995). The Survey Research Handbook .2ª ed.. Boston, MA: Irwin/McGraw-Hill.

Bell, J. (2010). Como realizar um projecto de investigação. 5ª ed., Lisboa: Gradiva.

Hill, M. e Hill, A. (2009). Investigação por Questionário. 2ª ed., Lisboa: Edições Sílabo, Lda.
Joseph, F.; et al (2005). Fundamentos de Métodos de Pesquisa em Administração. Porto Alegre: Bookman

Sampieri, R.; Collado, C.; Lucio, P. (2006). Metodologia de Pesquisa, 3ª ed., São Paulo: McGraw-Hill.

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Grupo 4 ( Filipe Pereira, Helena Correia, Isabel Baia e Paula Martins)

Procedimentos de validação de um questionário


Quando se termina a elaboração do questionário é crucial garantir que este seja de facto aplicável e que responda aos problemas questionados pelo investigador.
Segundo Ghiglione e Matalon (1993) um dos passos importantes deste processo é nos interrogarmo-nos sobre os seguintes aspectos:
bd_questoes_1.jpg
bd_questoes_2.jpg
bd_questoes_3.jpg
Após estas questões ainda se devemos interrogar sobre a forma de escolher a amostra, e de contactar com os futuros inquiridos e sobre as condições de aplicação do questionário.
Este procedimento de validação de um questionário é importante e deve ser dividido em duas fases.

1º Fase – Cada questão considerada por si própria

Aplicar o questionário a um reduzido número de pessoas, segundo a opinião Ghiglione e Mathalon (1993), na maioria de vezes uma dezena de pessoas é o suficiente. Estas pessoas devem pertencer a meios diferentes do dos autores do questionário.

A estas pessoas deve ser pedido respostas desenvolvidas ou comentadas e observações sobre o significado que atribuem à questão. Seguindo-se de uma pequena entrevista não-directiva, cujo tema será a questão do questionário.
Esta primeira fase indica-nos como as questões e as respostas são compreendidas, possibilitando evitar:
ü erros de vocabulário;
ü erros de formulação;
ü salientar recusas;
ü incompreensões ;
ü equívocos.

2º Fase – O questionário na sua totalidade e as condições da sua aplicação
Esta fase assegura a aceitabilidade do questionário na sua totalidade e a sua correcta adaptação às necessidades da investigação. Sendo não só importante colocar à prova o questionário, mas também o processo de amostragem e a equipa de entrevistadores.



ACÇÃO
CONSEQUÊNCIA
Questionário
Preencher ficticiamente vários questionários
Prever todas as operações a efectuar com as respostas
Permite aperceber de determinados esquecimentos
Realizar a interpretação destes resultados.
Perceber se os resultados estão conforme as hipóteses
Sugerir novas questões
Eliminar questões
Processo de amostragem
Inquirir pelo menos 50 pessoas
Permite avaliar a taxa de recusas
Conhecer a forma como as pessoas reagem ao questionário
Verificar se a ordem das questões não coloca algum problema
Efectuar a análise dos resultados obtidos
Possibilita avaliar o valor de certas hipóteses
Esboçar algumas interpretações
Rectificar algumas questões
Equipa de entrevistadores
Dialogar com os entrevistadores
Assinalar dificuldades encontradas
Tipos de recusas
Incompreensões da parte dos inquiridos
As reacções dos inquiridos


Este processo de validação de um questionário constitui uma fase longa e dispendiosa, muitas vezes incompatível com o orçamento total do inquérito. Sendo por vezes necessário abreviar determinadas etapas.



Referências:
Ghiglione, R; Matalon, B. (1993). O Inquérito, Teoria e Prática. Oeiras: Celta Editora.
Hill, M; Hill, A. (2005). Investigação por questionário. Lisboa: Edições Sílabo.

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GRUPO 5 ( Alfredo Pinto, Edmaro Peres e César Barros)

Tema do Grupo 5: Questões de Validade



Introdução


Quando se realiza uma investigação apoiada na utilização de questionários é necessário estudar a sua fiabilidade (os dados recolhidos são exactos?) e validade (os dados obtidos medem o que se pretende medir?) , de forma a garantir a credibilidade do trabalho realizado.

Os conceitos de validade e de fiabilidade estão estreitamente relacionados não sendo possível garantir a validade de um questionário sem também assegurar a sua fiabilidade. No entanto a fiabilidade de um questionário não garante a sua validade, isto é “ a existência de fiabilidade adequada é necessária mas não suficiente, para garantir a validade adequada” (Hill & Hill, 2009)

A comunidade científica desde sempre se tem preocupado com necessidade da adopção de critérios específicos para a aferição da qualidade científica dos estudos, quer estes sejam de natureza quantitativa, quer qualitativa, embora neste último esta questão (rigor e qualidade cientifica) não seja consensual dentro da comunidade de investigadores principalmente nas Ciências da Educação (Coutinho, 2008, p. 6).

É fundamental que o investigador ao longo do seu estudo, nunca descure a questão da fiabilidade e validade dos métodos a que recorre sejam eles de cariz interpretativo ou quantitativo. Porque a investigação sem rigor “não tem valor, torna-se ficção e perde a sua utilidade” (Morse et al. 2002, p. 2).
Para que uma investigação possua valor científico é necessário que o investigador demonstre a credibilidade das conclusões a que chega (LeCompre & Goetz, 1982. P. 31), a adequação das respostas dadas às questões que se propôs estudar (LeCompre, 1997, p. 247) e a legitimidade dos processos metodológicos utilizados para o fazer (Strauss e Corbin, 1998, p. 268). Só assim se poderá dar resposta às questões levantadas por Silverman, (1997, p. 25) Have the researchers demonstrated successfully why we should believe them?” e “Does the research problem tackled have theoretical and/or practical significance?”.

A validade e a fidelidade (ou credibilidade) da investigação desdobram-se usualmente nos seguintes critérios: validade conceptual(ou validade de conteúdo) ;validade interna (consistência ou homogeneidade) ; validade externa (validade prática, poder preditivo) e a fidedignidade (ou fiabilidade).

Fiabilidade


Por fiabilidade de uma investigação entende-se a possibilidade de outros investigadores reproduzirem os resultados obtidos desde que a realizem nas mesmas condições metodológicas.

Para garantir a fiabilidade de um instrumento de investigação são necessárias técnicas rigorosas de registo e de recolha de dados.

A avaliação da fiabilidade de um instrumento pode ser efectuada através do cálculo do coeficiente de fiabilidade (correlação entre duas medidas do mesmo atributo) e do índice de fiabilidade, (correlação entre a medida e o valor verdadeiro) (Faísca, 2010).

Para o caso dos questionários a avaliação da sua fiabilidade pode ser efectuada através da análise da sua consistência, que pode ser definida de diferentes formas: interna, estabilidade temporal e concordância inter-observadores.

Para avaliar a consistência interna podemos utilizar a fórmula / teste alfa de Cronbach (Hill & Hill, 2009):

formula_fiab.png

A estabilidade temporal é estimada aplicando à mesma amostra de pessoas, mas em momentos diferentes, o mesmo questionário. A concordância inter-observadores é estimada aplicando duas versões equivalentes (têm itens diferentes) do questionário, às mesmas pessoas.

Validade


A validade interna (consistência ou homogeneidade) de uma investigação é conseguida através do rigor e precisão dos resultados obtidos, isto é , em que medida os resultados e conclusões representam ou explicam a realidade que está a ser estudada. A validade externa (validade prática, poder preditivo) é conseguida quando é possível generalizar, à população, os resultados obtidos através da amostra.

Quando se utilizam questionários, na investigação, é importante ter presente, que a validade dos resultados pode ser prejudicada pelo tipo de procedimentos utilizados na construção, e aplicação, dos questionários e na avaliação e interpretação dos resultados (Bolívar, s/d).

Quando se refere a validade de um questionário é necessário concretizar a que validade nos estamos a referir. Por exemplo, quando dizemos que um questionário tem uma elevada validade preditiva, estamos a afirmar que os resultados obtidos numa variável, através do questionário, podem ser utilizados para prever os resultados de outra variável.

De facto, podemos ter de acordo com Manuela Hill & Hill (2009) três tipos principais de validade: validade teórica, validade prática e validade de conteúdo.

Validade teórica


A validade teórica (de conceito, conceptual, ou de constructo, …) estabelece a capacidade do questionário para medir um constructo abstracto ou teórico relacionado com a situação problemática do estudo. Um bom domínio dos conceitos do domínio científico em que se insere o estudo é essencial para poder elaborar um questionário com validade teórica (Sousa, 2009). De acordo com os métodos de medida podemos ter: validade convergente (quando existe uma elevada correlação entre os resultados obtidos por dois questionários elaborados para medir a mesma variável), validade discriminante e validade factorial (Hill & Hill, 2009).

Validade prática


A validade prática (ou validade de critério) de um instrumento está relacionada com a sua aplicabilidade no que se refere à resolução de problemas práticos e à tomada de decisão. A avaliação deste tipo de validade está dependente da utilização de um outro questionário (critério) com validade e garantia estabelecidos. Nessa avaliação são utilizados (entre outros) os métodos de validade preditiva e de validade simultânea (ou concorrente). Para avaliar a validade concorrente (de uma medida) são aplicados dois questionários (o que se pretende testar e o critério), enquanto que para avaliar a validade preditiva a aplicação dos dois questionários é efectuada várias vezes ao longo do tempo. Em ambos os casos é efectuada uma análise de correlação aos resultados obtidos (Hill & Hill, 2009).

Validade de conteúdo


A validade de conteúdo (ou validade lógica) de um questionário está relacionada com a representatividade dos itens do questionário. O conjunto dos itens que constituem o questionário devem constituir uma amostra representativa de todos os itens disponíveis para medir as características que se pretendem estudar (Sousa, 2009). Também se fala por vezes em validade facial (ou validade aparente) com o significado de que o questionário parece medir aquilo que pretende medir. Podemos considerar a validade facial como o nível mínimo da existência de validade de conteúdo (Sekaran,2003).



Referências

Bolívar, C. R. (s/d). Validez. Obtido em 1 de Março de 2011, de Programa Interinstitucional Doctorado en Educación: http://www.carlosruizbolivar.com/articulos/archivos/Curso%20CII%20UCLA%20Art.%20Validez.pdf
Faísca, L. (2010). Seminários de métodos e análise de dados - Apresentação. Obtido em 26 de Fevereiro de 2011, de Universidade do Algarve: http://w3.ualg.pt/~lfaisca/SMDA04/SMAD_04.pdf
Hill, M. M., & Hill, A. (2009). Investigação por questionário (2nd ed.). Lisboa: Edições Sílabo.
Sousa, A. B. (2009). Investigação em Educação. Lisboa: Livros Horizonte.
Coutinho, C. - A qualidade da investigação educativa de natureza qualitativa: questões relativas à fidelidade e validade. Educação Unisinos 12(1):5-15, janeiro/abril 2008
LeCompre M. & Goetz J. P. (1982). Problems of reliability and validity in ethnographic research. Review of Educacional Research, 52(1), 31-60.
LeCompre M. (1997). Tends in qualitative research methods. In L. J. Saha (Ed.). International encyclopedia of the sociology of education. Exeter: Pergamon, p. 246-263.
MORSE, J.; BARRETT, M.; MAYAN, M.;OLSON, K. e SPIERS, J. 2002.Verification strategies for establishing reliability and validity in qualitative research. International Journal of Qualitative Methods, 1(2). Disponível em: http://www.ualberta.ca/~ijqm/english/ engframeset.html, acesso em 20/07/2006.
SILVERMAN, D. 1997. Validity and credibility in qualitative research. In: G. MILLER e R. DINGWALL (eds.), Context and method in qualitative research: The alternative paradigm. London, Sage Publications, p. 12-25.
Strauss, A. & Corbin, J. (1994). Grounded theory methodology. An overview. In N. K. Denzin & Y. S. Lincoln (Eds.). Handbook of Qualitative Research. Thousand Oaks: Sage Publications, p. 273-285.
Sekaran, U. (2003). Research methods for business . A skill building approach. New York: Wiley.